quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Só o sangue é eterno

Não durou nem duas semanas para que eu pedisse pela primeira vez em minha vida uma demissão. Sim, caro amigo, mas não pense você que foi um simples impulso de um cara folgado (embora estivesse exausto daquele ritmo de trabalho frenético), não. Aconteceu que dias antes de ser chamado pela Real, eu havia marcado uma entrevista pra uma certa multi-nacional só no final do mês, e sabe como é: salário maior, trabalho menor... escolhi o óbvio. Não demorou para que eu jogasse a toalha daquele serviço escravo dos infernos.

Falando em Inferno, vi o novo longa do seu Mojica, Encarnação do Demônio, numa sessão praticamente particular (duas pessoas na sala!). O filme se passa após o fim do cárcere de 40 anos do famoso psicopata Zé do Caixão. De volta as ruas, o cético e obstinado Undertaker brasileiro, segue firme em sua busca pela mulher que lhe dará o filho perfeito, a continuidade de seu sangue. E ele não está sozinho: com o auxilio de Bruno, seu fiel mordomo e uma trupe de punks assistentes, ele caça e testa cada uma de suas pretendentes, enquanto é assombrado por fantasmas do passado e perseguido de perto pela PM e um padre motherfucker.

Apesar do baixo orçamento, Encarnação do Demônio é diferente dos costumeiros filmes de terror que vemos por aí: os dialogos são animais, a violência é explicita, e a fotografia sombria é linda, ficando apenas devendo um pouco na atuação escrota de alguns coadjuvantes... Mas, não chega a ser um empecilho frente a toda genialidade do mais famoso cineasta brasileiro, José Mojica Marins, o nosso eterno Zé do Caixão!
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3 comentários:

Siena disse...

To com medo de ver esse filme, he.

freudentenderia disse...

putz, zé do caixão :(

Nadezhda disse...

Estou desempregada há quase 18 anos (sei que a piada não tem graça).

Mas não consigo ver zé do caixão, é 'demais' pra mim, ahaha.

;)