domingo, 28 de setembro de 2008

O Caderno da Morte

Death Note.
Um dos mangás/animes mais phodas de todos os tempos, sucesso que já rendeu 3 Live Action, inumeros bonecos e jogos ganhou agora peça teatral, e o melhor: aqui em sampa... e grátis!!!
Sim, minha cabeça explodiu quando li tambem...
Os culpados são a Cia Zero Zero de Teatro, com direção de Alice K. , O Caderno da Morte promete fortes emoções aos otakus do estado.


O Caderno da Morte - Death Note
De 9 de outubro a 23 de novembro
Quintas e sábados: 20h00
Sextas: 16h00 (a partir de 31/10) e 20h00
Domingos: 18h00
SESI Leopoldina
Rua Carlos Weber, 835 - Vila Leopoldina
São Paulo/ SP(11) 3883-1093- Entrada gratuita

Ficha Técnica
Direção: Alice K.
Adaptação teatral: Cia. Zero Zero de Teatro
Dramaturgia: Bruno Garcia
Direção de Produção: Carla Estefan
Assistente de Produção: Mariana Santos
Figurinos: Patrícia Brito
Cenografia: Laura Marc
Sonoplastia: Greg Slivar
Projeção: André Menezes
Iluminação: Eduardo Albergaria
Material Gráfico: Gustavo Valezi

Elenco: Bruno Garcia (será que é ELE?!?), Miguel Atênsia, Rudson Marcello, Thais Brandeburgo, Vinicius Carvalho.
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Eu TENHO que ver isso...

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Scout Ruuuuun!!!!

Finalmente uma brecha no meu espaço-tempo pra atualizar essa bagaça aqui. Ufa... sabe, o trabalhar na Flex é muito bom. Meu trampo lá é testar placas-mãe, coisa que levo 10 à 15 minutos pra fazer cada uma, isso quando elas não dão problema (ou minha Giga dá). Geralmente tem um grande espaço de tempo entre uma e outra, o que me deixa com muito tempo livre pra fazer nada. A comida lá não é tambem aquela coisa que pensei que fosse, mas ainda é infintamente melhor do que levar marmita. Foda é hora-extra sem miséria que a gente faz lá, muitas vezes pra não pegar uma única placa. Tempo é o único contra da Flex, talvez não fosse se eu pegasse o 1° ou 3° turno, mas trabalhar no 2° consome meu dia e noite. Tava meio sem condição de ler os blogs do povo aí, mas prometo que isso vai se acertar em breve. Já tá dando a hora de me arrumar aqui, o dever me chama.

Abayo!


Update: Falha no LHC! Ao que parece, os maníacos do CERN trocaram um sinal e ferraram um transformador que resfriava a arma, o que atrasará o Segundo Impacto em mais algumas semanas.

sábado, 13 de setembro de 2008

You Can't Miss the Bear!

Empregado denovo!
Contrato de 2 anos com a Flextronics, uma multinacional de eletrônicos. O trampo é simples, a grana é boa e a comida melhor ainda. Vou ser mais contido dessa vez, rio sempre que leio como fiquei empolgado com o emprego como escr... digo, auxiliar de produção na Real antes de começar a trabalhar lá. Minha irmã tambem conseguiu, e começa junto comigo, segunda-feira. Três dias de Integração, só pra conhecer a empresa e o serviço. Vamos ver o que dá dessa vez...

Enquanto isso, me entupo de filmes e seriados, e no meio desse coquetel maluco estava Weeds, série estrelada pela hilária Mary-Louise Parker, como Nancy Botwin que para sustentar seu antigo padrão de vida após a viuvez, passa a trabalhar com o tráfico no belo e aparentemente perfeito subúrbio de Agrestic. A trama se desenvolve de modo viciante, com ótimo elenco e situações impagaveis, de humor forte, ousado, mas inegavelmente humano. Weeds destrói a imagem politicamente-correta da vida no subúrbio, mostrando que por trás das cerquinhas brancas tambem existem problemas, e eles não são poucos. Destaque tambem para atuação de Elizabeth Perkins, que vive a neurótica Celia Hodes na série. Atualmente na quarta temporada, Weeds promete ainda mais horas de risadas e reflexões.
Eu recomendo.
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terça-feira, 9 de setembro de 2008

Ensaio sobre a bolseira

Qual a primeira imagem que aparece em sua mente ao ouvir a palavra marsupial?
Acredito que 10 entre 10 pessoas logo vejam a carismática imagem de um canguru (marrom), talvez com um belo par de luvas de boxe, geralmente vermelhas. Acertei?
Ahhh... não se pode esquecer tambem da clássica bolsa no abdomem, símbolo-mor dessa infra-classe de mamíferos ainda tão desconhecida pela MASSA (aonde me incluo), mas eventos me levaram a pesquisar um pouco mais sobre o assunto, e consequentemente a descobrir alguns fatos bizarros sobre esses curiosos animais, que você confere abaixo:

1° Alem dos famosos cangurus tambem são da família: gambás (ex: Pepe Le Pew) , diabos da Tazmânia (saca o Taz? Então...) e coalas (sim, coalas ¬¬.), alem de outras 300 e poucas outras espécies que não serão citadas aqui por falta de referências televisivas.


2° O termo Marsupial vem de marsúpio (a bolsa na barriga), presente APENAS nas fêmeas (dããã! é obvio, eu sei, mas saber disso acabou com minha infância), muitas vezes desenvolvidas APENAS durante o período de gestação (muito curto, por sinal: algo entre 8 a 43 dias). Geralmente as mamas são abdominais, ocultas pela bolsa, f#da é o filhote (praticamente um feto) que tem que se arrastar sozinho da abertura uro-genital da mãe, escalar a bolsa e grudar no mamilo (!), sem falar que ter sua mãe pulando sem parar não facilita muito as coisas... (nota mental: seria bizarro se bebês humanos fizessem isso... ainda mais se nascessem canibais... caramba, que cena!).

3° O mais estranho é o sistema reprodutivo dos marsupiais: acreditem ou não, a fêmea tem seu trato sexual inteiramente duplicado (Ctrl C, Ctrl V), e o macho tem o pênis bifurcado (WTF?), ahhh... e com o escroto na frente dele (WTF?x2).

E esse foi um singelo momento National Geographic do SVEJA. Espero ter destruído a infância de alguns de vocês com essas chocantes revelações (ou não).
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Update: Deram start no LHC... sabe, o povo tá com medo que essa coisa forme um buraco negro e chupe todo nosso Universo, coisa e tal. Ou que a explosão dos protons revele uma matéria mais estável (e provavelmente mais bizarra) que transforme toda matéria do mundo nela. Mas fiquem tranquilos: não vai doer nada. :P

Update 2: Pepe Le Pew não é um Gambá, muito menos um marsupial. Veja mais em A verdade sobre Pepe Le Pew (Set,2009)

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

O zumbido

Eu me segurei o quanto pude. Juro que tentei , mas foi ELA quem quis assim. Agora Rebeca está morta, vísceras expostas sobre a cama em forma de coração. Eu, atordoado e banhado em sangue, a olho mais uma vez, iluminada pela fraca luz negra desse quarto de motel... Ela era perfeita... mas perfeita demais pra mim. Esta noite, eu acabei com três vidas: a minha, a dela e a de nosso filho, ou melhor: projeto de filho. Foi fácil me desfazer do corpo ainda incompleto de Junior (ou Juliet), pena não poder dizer o mesmo de sua mãe... Ainda custo a acreditar que a vadia arrancou minha orelha enquanto à livrava do peso de uma vida. Não era pra matá-la, não mesmo. Mas a dor cegou minha razão. Havia um Monstro dentro de mim, e ela o deixou escapar.

Agora são quase três da manhã... Meu ouvido não pára de sangrar e um zumbido agonizante parece querer explodir minha cabeça. Decido descansar meu corpo. Vou até a suíte, me lavar do vermelho daquela que pensei um dia ser o amor de minha vida. A água antes cristalina se torna escura. A calmaria do momento dá espaço para a vinda de uma violenta crise de consciência. O Monstro é acorrentado novamente, mas o Homem está morto. O zumbido aumenta junto com a dor.

Insuportavel...

Eu não chorava de verdade há anos, mas agora choro. Choro como nunca havia chorado na vida. Tão alto e tão forte que mal ouço o baque surdo vindo do quarto. Inconsolável, eu olho para a porta aberta e vejo com terror Rebeca rastejando em minha direção. Ela deixa um largo rastro de sangue até chegar aos pés da banheira. Ela amaldiçoa meu nome com as forças que ainda lhe restam. Eu tentaria uma reação se os músculos respondessem aos meus comandos. É como num sonho, onde não se consegue gritar e seu corpo trava diante do perigo.
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Infelizmente, não estou sonhando...

Eu paro de resistir e me entrego à punição de Rebeca. Afinal, minha vida acabou no momento em que a matei (ou ao menos tentei). Ela pega o esbranquiçado cordão fibroso que antes alimentava nosso filho, ainda quente e pulsante, e o enrola em meu pescoço. Demora até que a falta de ar me liberte da carne.

A dor se vai...

Mas o zumbido continua... mais alto do que nunca...

Um conto de Samura

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Boedromion

Sem tempo pra respirar, já vivenciamos os dias de setembro, um mês sem Olimpíadas (graças a Pelor), mas sempre com muitas expectativas. Anteriormente em SVEJA, chutei o baldinho amarelo do trampo na Padaria, para tentar a sorte na huge-motherfucker Flextronics. A grana dos meus dias de escravidão paga já foi devidamente torrada na compra de muitos quadrinhos, DVDs, cookies e outras besteirolas, tal como um action-figure perfecto do Wall-E:
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Não é CG!

Momento Pulpito:

Fiquei put@sso quando descobri que não reservaram uma única maldita sala nessa cidade dos infernos pra exibir Trovão Tropical, nova comédia do Ben Stiller e cia, "O" filme que conseguiu desbancar Batman do primeiro lugar (aliás, TDK já arrecadou quase 1 bilhão de doletas!!!)... U23D então, nem pensar!? O jeito é o que? Apelar pra p#rra da pirataria?

Ahhh... tô melhor agora. Bem, tô numa onda de querer escrever contos agora, contos policiais pra ser mais especifico, algo a lá Frank Miller, quem sabe. Então qualquer hora dessas, eu acabo os publicando aqui, só não esperem muito desse nerd, belê?

Câmbio desligo.

PS: Não é que não tem sala aqui nessa cidade dos infernos, após um twiit da Siena, descobri que Trovão Tropical foi BOICOTADO EM TODO O PAÍS!!! E eu pensando que a ditadura já tinha acabado por aqui: FUCKING ALL!!!

sábado, 30 de agosto de 2008

Os Outros

O tempo é fluído por aqui - disse o demônio.
Ele soube que era um demônio no momento em que o viu. Assim como soube que ali era o inferno. não havia nada mais que um ou outro pudesssem ser.
A sala era comprida, e do outro lado o demônio o esperava ao lado de um braseiro fumegante. uma grande variedade de objetos pendia das paredes cinzentas, cor de pedra, do tipo que não parecia sensato ou reconfortanteinspecionar muito de perto. O pé-direito era baixo, e o chão, estranhamente diáfano.
- Chegue mais perto - ordenou o demônio, e ele se aproximou.
O demônio era esquelético e estava nu. Tinha cicatrizes profundas, que pareciam ser fruto de um açoite ocorrido num passado distante. Não tinha orelhas nem sexo. Os lábios eram finos e ascéticos, e os olhos eram condizentes com os de um demônio: haviam ido longe demias e visto mais do que deveriam. sob aquele olhar, ele se sentia menos importante do que uma mosca.
- O que acontece agora? - ele perguntou.
- Agora - disse o demônio com uma voz que não demonstrava sofrimento nem deleite, somente uma horripilante neutra resignação - você será torturado.
- Por quanto tempo?
O demônio balançou a cabeça e não respondeu. Ele percorreu lentamente a parede, examinando um a um os instrumentos ali pendurados. na outra extremidade, perto da porta fechada, havia um açoite feito de arame farpado. O demônio o panhou com uma de suas mãos de três dedos e o carregou com reverência até o outro lado da sala. pôs as pontas de arame sobre o braseiro e observou enquanto se aqueciam.
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- Isso é desumano.
- Sim
As pontas do açoite ganharam um brilho alaranjado.
Quando ergueu o braço para dar o primeiro golpe o demônio disse:
- No futuro, você vai sentir saudade deste momento.
- Você é um mentiroso.
- Não - respondeu o dêmônio. - A próxima parte é ainda pior - explicou pouco antes de descer o açoite.
As pontas do açoite atingiram nas costas do homem com um estalo e um chiado, rasgando as roupas caras. Elas queimavam , cortavam e estralhaçavam tudo o que tocavam. Não pela última vez, naquele lugar, ele gritou .
Havia duzentos e onze instrumentos nas paredes da sala,e com o tempo, ele iria experimentar cada um deles.
Por fim, a Filha do Lazareno, que ele acabou conhecendo intimamente, foi limpa e recolocada na parede na duocentéssima décima primeira posição. Nesse momento, por entre os lábios rachados, ele soluçou:
-E agora?
-Agora começa a dor de verdade - informou o demônio.
E começou mesmo.
Cada coisa que ele fizera que teria melhor não ter feito. Cada mentira que ele contara - a si mesmo e aos outros. Cada pequena mágoa, e todas as grandes mágoas. cada uma dessas coisas foi arrancada dele, detalhe por detalhe, centímentro por centímentro. O demônio descascava a crosta do esquecimento, tirava tudo até sobrar somente a verdade,e isso doía mais do que qualquer outra coisa.
- Conte o que voc~e pensou quando a viu indo embora - exigiu o demônio.
- Pensei que meu coração ia se partir.
- Não, não pensou - contestou o demônio, sem ódio. Dirigiu seu olhar sem expressão para o homem, que se viu forçado a desviar os olhos.
- Pensei: agora ela vai ficar sabendo que dormi com a irmã dela.
O demônio descontruiu a vida do homem, momento por momento, um instante medonho após o outro. isso levou cem anos, talves mil - eles tinham todo o tempo do universonaquela sala cinzenta. Lá pelo final, ele percebeu que o demônio tinha razão. Aquilo era pior do que a tortura física.
Mas acabou.
só que quando acabou, começou denovo. e com uma consciência de si mesmo que elel não tinha da primeira vez, que de certa forma, tornava tudo ainda pior.
Agora, enquanto falava, elele se odiava. não havia mentiras, nem evasivas, nem espaço pra nada que não fosse dor e ressentimento.
Ele falava, não chorava mais. e quando terminou, mil anos depois, rezou para que o demônio fosse até a parede e pegasse a faca de escalpelar, ou o sufocador, ou a morsa.
-De novo - Ordenou o demônio.
Ele começou a gritar. Gritou durante muito tempo.
- De novo - ordenou o demônio quando ele se calou, como se nada houvesse sido dito até então.
Era como descascar uma cebola. Dessa vez,a o repassar sua vida, ele aprendeu sobre as consequências. Percebeu os resultados das coisas que fizera; notou que estava cego quandpo tomou certas atitudes; tomou conhecimento das maneiras como infligia mágoas ao mundo; dos danos que causara a pessoas que jamais conhecera, encontrara ou vira. Foi a lição mais dificil até aquele momento.
- De novo - ordenou o demônio, mil anos depois.
ele agachou no chão, ao lado do braseiro, balançando o corpo de leve, com os olhos fechados,e contou a história da sua vida, revivendo-a enquanto contava, do nascimento até a morte, sem mudar nada, sem omitir nada, enfrentando tudo. Abriu seu coração.
Quando cabou, ficou sentado ali, de olhos fechados, esperando que a voz dissesse: "de novo". Porém, nada foi dito. ele abriu os olhos.
Lentamente ficou de pé. Estava sozinho.
na outra ponta da sala havia uma porta, que enquanto ele olhava, se abriu.
Um homem entrou. Havia terror em seu rosto, e tambem arrogância e orgulho. O homem, que usava roupas caras, deu alguns passos hesitantes pela sala e parou.
Ao ver o homem, ele entendeu.
- O tempo é fluído por aqui - disse ao recem chegado.

Um conto de Neil Gaiman